MPT em Santarém (PA) participa de Encontro de Juventudes Indígenas
Proteção territorial, estratégias de comunicação, desenvolvimento socioeconômico comunitário e trabalho digno foram alguns dos temas debatidos
O Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá (MPT PA-AP), por meio da Procuradoria do Trabalho no Município (PTM) de Santarém (PA), participou entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro, do Encontro de Juventudes Indígenas, promovido pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) no Brasil. O evento realizado no Centro Experimental Floresta Ativa (CEFA), na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, debateu temas como proteção territorial, estratégias de comunicação, desenvolvimento socioeconômico comunitário e trabalho digno.
Participaram do encontro jovens dos povos indígenas do Tapajós, da Terra Indígena Kayapó e do Vale do Javari, além de representantes de demais instituições parceiras como Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senad/MJSP). A programação contou com rodas de conversa sobre vigilância territorial, debates sobre alternativas econômicas e prevenção ao tráfico de drogas e de pessoas, oficinas de geoprocessamento e apresentações culturais.
O MPT foi representado pelo procurador do Trabalho Eduardo Serra, que participou da mesa sobre “Trabalho Justo e Prevenção ao Tráfico de Pessoas para Exploração Laboral". A atividade contou com a presença de membros dos projetos Centro de Estudos sobre Drogas e Desenvolvimento Social Comunitário (Cdesc); Sistemas de Alerta Rápido e Resposta em Territórios Indígenas (SAR-TI); e Projeto Tapajós, do UNODC.
Na oportunidade, os participantes compartilharam experiências para a construção coletiva de estratégias para fortalecer a vigilância e a proteção territorial frente aos impactos do garimpo ilegal e de crimes ambientais. O encontro também buscou incentivar a elaboração de Projetos de Desenvolvimento Alternativo no âmbito da política de drogas, voltados à juventude, de forma a ampliar as oportunidades de trabalho decente e favorecer a transição de economias ilícitas para economias lícitas, utilizando a comunicação indígena como estratégia central.
*Com informações da UNODC
Ministério Público do Trabalho
Assessoria de Comunicação

