Em São Paulo, MPT participa de debate sobre saúde mental, assédio e violência no ambiente de trabalho
Em evento direcionado às mulheres da área de TI do estado de São Paulo, procuradora do Trabalho Bárbara Baracho, vice-coordenadora adjunta da Coordigualdade nacional, destacou a atuação do MPT na pauta
Saúde mental, assédio e violência no ambiente de trabalho estiveram em destaque na programação do TechDay 2026, promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação de São Paulo (Sindpd-SP). A iniciativa busca criar ambientes de trabalho mais saudáveis e inclusivos, além de promover a igualdade de gênero no mercado de TI. O Ministério Público do Trabalho (MPT) foi uma das instituições convidadas para o evento, realizado no último sábado (28), na capital paulista.
O TechDay encerrou as atividades da Maratona Tech Por Elas, que contou, durante todo o mês de março, com palestras, debates e outras atividades interativas nas empresas, para estimular a presença feminina e ampliar o debate sobre igualdade de oportunidades no setor de TI.
A procuradora do trabalho do MPT no Pará e Amapá, Bárbara Baracho, vice-coordenadora adjunta nacional da Coordenadoria de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho do MPT (Coordigualdade), estava entre as debatedoras do painel sobre “Saúde Mental, Assédio e Violência no Ambiente de Trabalho na Tecnologia”. A cultura corporativa tóxica, violência simbólica e invisível, equidade salarial, desafios da maternidade e o impacto do assédio na saúde mental estiveram entre os pontos debatidos.
Na oportunidade, a procuradora falou sobre as formas de assédio e violência mais recorrentes, com destaque para as invisibilizadas ou naturalizadas na cultura corporativa. Ressaltou os mecanismos institucionais de denúncia e de garantia de segurança às vítimas, além de tratar sobre como as empresas podem fortalecer esses canais de forma ética e transparente. Frisou, ainda, a atuação do MPT nessas pautas, contribuindo para o fortalecimento das discussões.
“Anualmente vem aumentando o número de casos de assédio moral e sexual dentro das empresas. Ao mesmo tempo, as pessoas estão mais conscientes para reconhecer quando estão passando por esse tipo de situação”, afirmou Bárbara Baracho.
A procuradora explicou, ainda, que o assédio moral envolve condutas que afetam a dignidade da pessoa trabalhadora e afirmou que muitas dessas situações estão relacionadas a discriminações estruturais. “As mulheres são atingidas por diversas barreiras no mercado de trabalho. Não apenas pela segregação vertical, que limita o acesso a cargos de liderança, mas também pela segregação horizontal, quando determinadas funções são vistas como mais femininas ou mais masculinas”.
Ao longo do dia, a programação, com a participação de profissionais da área de tecnologia, gestão, psicologia, entre outras, também trouxe reflexões sobre liderança feminina, inovação tecnológica e os desafios estruturais enfrentados pelas mulheres no mundo do trabalho.
Foto: Divulgação/Sindpd
Ministério Público do Trabalho
Assessoria de Comunicação

